As exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio perderam força em março, em meio aos efeitos logísticos do conflito na região. No mês passado, os embarques somaram 108,1 mil toneladas, volume 19,8% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior e 18,5% abaixo de fevereiro. Ainda assim, o mercado manteve peso relevante e respondeu por 22% de tudo o que o Brasil exportou no mês.

O principal destino da região, a Arábia Saudita, foi na contramão da queda mensal e aumentou as compras em 13,5% na comparação com fevereiro, chegando a 38,4 mil toneladas. Mesmo assim, o resultado ainda ficou 5,3% abaixo do registrado em março de 2025. Sozinho, o país concentrou 7,8% das exportações brasileiras de frango no mês.
Já em outros mercados do Oriente Médio, o recuo foi mais forte. Os Emirados Árabes Unidos compraram 25,9 mil toneladas, com queda de 41,3% em relação a fevereiro e de 19,7% na comparação anual. Kuwait, Iraque e Jordânia também registraram retrações expressivas, sinalizando maiores dificuldades logísticas em parte da região.
Entre os poucos resultados positivos, Catar, Turquia e Omã apresentaram avanço. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirmou que o comércio segue ativo por meio de rotas alternativas. Segundo ele, “apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas”.
Mesmo com a perda de ritmo no Oriente Médio, o desempenho total do Brasil no mercado internacional continuou positivo. Em março, o país embarcou 490,4 mil toneladas de carne de frango, alta de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e avanço de 1,7% na comparação com fevereiro, indicando redirecionamento de cargas e manutenção da demanda externa.
