Sem Bolsonaro, João Henrique cai; Riedel cresce e pode vencer no 1º turno, aponta Ranking

Nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil aponta que o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) despencou sete pontos percentuais e passou a ter apenas um dígito após deixar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) subiu, mas o governador Eduardo Riedel (PP) também cresceu após colar no presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e voltou a ter chance de vencer no primeiro turno.

A constatação é da nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil, realizada entre os dias 5 e 10 de abril deste ano e divulgada neste domingo. O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 30 cidades e tem margem de erro de 2,2% para mais ou menos. A pesquisa foi encomendada pela Rádio FM DA LTDA e registrada com os números MS-09026/2026 e BR-04089/2026.

A maior movimentação ocorreu na estimulada. Com o fim da janela partidária, os candidatos estão praticamente definidos, restando dúvida apenas na eventual candidatura do ex-senador Delcídio do Amaral (PRD).

O governador Eduardo Riedel adotou uma ofensiva junto com o senador Flávio Bolsonaro para conquistar o voto bolsonarista. A estratégia parece ter dado certo e o pepista subiu quase três pontos. Fábio cresceu dois pontos, consolidou-se em segundo lugar e como principal nome da oposição.

Por outro lado, João Henrique perdeu quase sete pontos, ao passar de 14,8% para 8%, entre março e abril e após deixar o PL. Ele deixou o partido de Flávio para ser candidato pelo Novo, do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Confira os números no cenário estimulado

  • Eduardo Riedel (PP): 43% (tinha 40,2% em março e 40% em fevereiro deste ano)
  • Fábio Trad (PT): 19,40% (TINHA 17,40% em março e 17% em fevereiro)
  • João Henrique Catan (Novo): 8% (tinha 14,80% em março e 14% em fevereiro)
  • Delcídio do Amaral (PRD): 6,20% (tinha 2,20% em março e 5% em fevereiro)
  • Renato Gomes (DC): 3,20% (tinha 0,80% em março e 1% em fevereiro)
  • Jefferson Bezerra (Agir): 1,40% (tinha 0,50% em março e 0,60% em fevereiro)
  • Lucien Rezende (PSOL): 0,60% (tinha 0,30% em março e 0,40% em fevereiro)
  • Brancos/Nulos: 9% (era 9% em março e 10% em fevereiro)
  • Indecisos: 9,20% (era 9,10% em março e 9% em fevereiro)

Na espontânea houve pouca mudança em relação ao mês de março e fevereiro. Os principais nomes perderam pontos e houve aumento no número de indecisos, de 32% para 38,2%.

Confira o cenário espontâneo

  • Eduardo Riedel: 22% (tinha 23,2% em março e 22% em fevereiro)
  • Fábio Trad: 8,2% (tinha 9,10% em março e 8% em fevereiro)
  • João Henrique Catan: 3,80% (tinha 5% em março e 4,60% em fevereiro)
  • Delcídio do Amaral: 1,80% (tinha 1,60% em março e 1,80% em fevereiro)
  • Renato Gomes: 0,60% (tinha 0,50% em março)
  • Jefferson Bezerra: 0,40% (tinha 0,30% em março)
  • Lucien Rezende: 0,20%
  • Brancos/nulos: 23,40% (era 21% em março e 20,60% em fevereiro)
  • Indecisos: 38,20% (eram 32% em março e 33% em fevereiro).

É a primeira vez que o Ranking aponta possibilidade de vitória de Riedel no primeiro turno. O ex-tucano soma 43% contra 38% dos adversários. E a chance aumentou com a queda de João Henrique, o bolsonarista que optou em mudar de sigla para ter chance de concorrer ao Governo.

 

 

irp

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