Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná neste domingo (4), no primeiro turno. Com 99,99% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-juiz tinha 3.127.727 votos, 50,10% dos válidos. Passou da metade por 6.821 votos. A margem é estreita, mas não muda mais: as duas seções que faltavam no boletim reuniam 613 eleitores.
Sandro Alex (PSD) terminou em segundo, com 1.583.573 votos (25,36%). Requião Filho (PDT) ficou em terceiro, com 1.465.516 (23,47%). Somados, os votos válidos de todos os adversários de Moro chegaram a 3.114.085, ou 13.642 a menos que os dele. Os números são do boletim do TSE das 21h46 de Brasília, 20h46 em Mato Grosso do Sul.
Vitória sem segundo turno, mas por pouco
Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, que são os dados a candidatos, sem brancos e nulos. No Paraná foram 6.241.812 votos válidos. Houve 278.304 votos brancos e 307.465 nulos, e 1.770.905 eleitores (20,59%) não foram votar.
Os outros candidatos somaram pouco mais de 1%: Luiz França (Missão) teve 0,71%, Tayná Miessa (UP), 0,23%, Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza), 0,07%, e Samuel de Mattos (PSTU), 0,03%. Os 1.525 votos de Adriano Funileiro (PCO) aparecem como anulados sub judice, situação de candidato com registro negado e recurso pendente na Justiça Eleitoral.
Moro chegou à votação na liderança das pesquisas. Em agosto, a Quaest o mostrava com 37%, com Requião Filho e Sandro Alex na disputa pelo segundo lugar. A ordem dos dois se confirmou na urna com Sandro à frente, por 118.057 votos.
Moro deixa o Senado na metade do mandato
Ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, Moro foi eleito senador em 2022. Segundo os dados do Senado, o mandato iria até 31 de janeiro de 2031. Para governar o Paraná, ele terá de deixar a cadeira, que passa ao primeiro suplente, Luis Felipe Cunha.
A posse dos governadores eleitos será em 6 de janeiro de 2027, uma quarta, data fixada pela Emenda Constitucional 111, de 2021. Na campanha, Moro concentrou o discurso em segurança pública e combate à corrupção. O vice na chapa é Edson Vasconcelos (PL), e a coligação reuniu Podemos, PL e Novo.
O Paraná também renovou as duas vagas em disputa no Senado neste domingo, com a eleição de Filipe Barros e Deltan Dallagnol.
Termina o ciclo de Ratinho Jr.
O resultado encerra os dois mandatos de Ratinho Jr. (PSD), que não podia disputar o terceiro seguido. Sandro Alex era o candidato do partido do governador, à frente da coligação A Mudança Continua, com nove partidos: Republicanos, MDB, Democrata, PSD, Avante, Cidadania, PSDB, PP e União. O vice era o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB).
Requião Filho reuniu oito partidos
Deputado estadual e filho do ex-governador Roberto Requião, Requião Filho liderou a coligação Paraná para Todos, com PDT, PCdoB, PT, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade. O vice era Michele Caputo (Solidariedade). A chapa tentava devolver o grupo da família ao Palácio Iguaçu e ficou em terceiro.
Com o resultado, o Paraná se junta a Mato Grosso do Sul, onde Eduardo Riedel foi reeleito no primeiro turno, entre os estados que definiram o governo já neste domingo.
gpc
