Em média, cada voto dos oito deputados federais eleitos em Mato Grosso do Sul custou entre R$ 17,85 e R$ 52,98, conforme a prestação de contas oficial feita ao Tribunal Superior Eleitoral. Convertido ao bolsonarismo após três décadas no PDT, Dagoberto Nogueira (PP) teve o maior gasto por voto. A campanha mais cara foi da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), R$ 3,046 milhões.
O voto mais barato foi da deputada estadual Mara Caseiro (PL), outra que começou a carreira em um partido de esquerda e virou de direita de olho no potencial bolsonarista do Estado. Já a campanha mais barata foi da ex-dona de zona e vereadora em Dourados, Isa Marcondes (Republicanos), que surpreendeu ao bater o economista Jaime Verruck, do mesmo partido, e que foi poderosíssimo secretário nas gestões de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.
CAMILA JARA
Campeã de votos e única deputada de esquerda no grupo dos eleitos para o mandato 2027/2031, Camila Jara (PT) ficou em 2º do menor gasto por voto, R$ 18,59. Ela conquistou 154.157 votos. A petista declarou receita de R$ 2,884 milhões.

Na despesa, Camila informou gasto total de R$ 2,866 milhões, mas apenas R$ 2,696 milhões foram quitados. Ela ainda precisa pagar R$ 170 mil. O prazo para prestação de contas terminou no dia 1º de novembro. O maior desembolso, R$ 1,7 milhão foi com militância e pagamento de pessoal.
MARA CASEIRO
O menor custo de voto foi de Mara Caseiro, com gasto de R$ 17,85 por voto. A deputada estadual frustrou expectativa ao obter 120.199 votos e ficar em 4º lugar, já ´que era a grande aposta de Reinaldo para ser campeã de votos. Ex-prefeita de Eldorado pelo PDT, Mara chegou à Assembleia Legislativa pelo PSDB e passou para o PL de olho nos votos bolsonaristas.

A estratégia deu certo porque ela não precisou investir muito para ter êxito. A ex-tucana arrecadou R$ 2,146 milhões. Praticamente todo o dinheiro foi investido na campanha. A despesa total e paga foi de R$ 2,146 milhões. O maior desembolso foi com militância (R$ 502 mil) e impulsionamento no Facebook (R$ 270 mil).
RODOLFO NOGUEIRA
Em 3º lugar em voto mais barato ficou o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), com valor médio de R$ 18,60. O Gordinho do Bolsonaro teve receita de R$ 1,923 milhão e gastos de R$ 1,922 milhão.
O maior desembolso foi com pessoal (R$ 1,085 milhão) e impulsionamento de conteúdo (R$ 300 mil).
MARCOS POLLON
Vice campeão em número de votos, com 140.129, Marcos Pollon (PL) ficou em 4º lugar no voto mais barato, R$ 18,92.

O advogado bolsonarista declarou receita de R$ 2,671 milhões e despesa de R$ 2,651 milhões. O maior gasto foi com impulsionamento de conteúdo no Facebook R$ 1,050 milhão).
CÂMARA FEDERAL
O custo final médio dos deputados federais eleitos
Dagoberto Nogueira (PP): R$ 52,98
Beto Pereira (Republicanos): R$ 30,41
Rose Modesto (União Brasil): R$ 24,48
Isa Marcondes (Republicanos): R$ 23,54
Marcos Pollon (PL): R$ 18,92
Rodolfo Nogueira (PL): R$ 18,60
Camila Jara (PT): R$ 18,59
Mara Caseiro (PL): R$ 17,85
DAGOBERTO NOGUEIRA
Dagoberto Nogueira conquistou o 5º mandato como deputado federal graças ao investimento de R$ 2,978 milhões na atual campanha, a 2ª mais cara entre os eleitos. Ele ficou em último lugar, com 56.217 votos. Cada voto custou R$ 52,98, 192% mais caro em relação ao mais barato, de Mara Caseiro.

O ex-tucano informou que fez despesas totais de R$ 2,978 milhões, mas pagou R$ 2,763 milhões. Apesar do fim do prazo para a prestação de contas, Dagoberto ainda está devendo R$ 215 mil, de acordo com o TSE. A maior despesa foi de R$ 1,966 milhão.
Além do dinheiro, ele fez a conversão completa de esquerda para direita nas eleições deste ano. Três mandatos foram pelo PDT, partido pelo qual foi filiado por mais de 30 anos. O 4º mandato foi pelo PSDB. Neste ano, ele foi candidato pelo PP e chegou a declarar apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
BETO PEREIRA
O 2º voto mais caro foi de Beto Pereira, R$ 30,41. O ex-prefeito de Terenos arrecadou R$ 2,065 milhões, mas teve despesa muito maior, de R$ 2,356 milhões. O curioso é que o deputado federal informou que quitou os gastos. Faltou explicar à Justiça Eleitoral de onde tirou R$ 291 mil para pagar a conta.

ROSE MODESTO
Em 3º lugar ficou o gasto por voto de Rose Modesto (União Brasil), R$ 24,48. Apesar de ter o maior gasto na campanha, R$ 3,046 milhões, a ex-deputada federal teve a 3ª maior votação, 124.409 votos, o que diluiu o investimento por voto.

Rose arrecadou R$ 3,098 milhões e informou despesa de R$ 3,046 milhões. O maior gasto foi com a militância, R$ 1,446 milhão.
ISA MARCONDES
Isa Marcondes, a polêmica vereadora de Dourados, teve a campanha mais barata, R$ 1,811 milhão. Ao conquistar a segunda vitória consecutiva em sua carreira, após surpreender a política douradense ao trocar a zona pela Câmara dos Vereadores, ela conquistou 76.956 votos.

O gasto médio por voto foi de R$ 23,54. Ela arrecadou R$ 1,853 milhão. A maior despesa foi com pessoal, R$ 547,7 mil.
O gasto total das campanhas
- Rose Modesto: R$ 3.046.409,04
- Dagoberto Nogueira: R$ 2.978.382,74
- Camila Jara: R$ 2.884.787,26
- Marcos Pollon: R$ 2.651.695,47
- Beto Pereira: R$ 2.356.336,12
- Mara Caseiro: R$ 2.145.574,30
- Rodolfo Nogueira: R$ 1.922.179,50
- Isa Marcondes: R$ 1.811.634,71

