De saída do Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT) afirma que a relação entre o agronegócio e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou ao longo dos últimos três anos. Segundo ele, o ambiente hoje é menos resistente e mais aberto ao diálogo do que no início da gestão.
Em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Fávaro disse que “muitas pontes foram reconstruídas” e avaliou que o cenário eleitoral deste ano deve ter menos radicalismo. “Tenho convicção que muitas pontes foram reconstruídas e teremos menos radicalismo na eleição deste ano. Todos aqueles que racionalmente avaliam o governo, percebem que houve uma ponte reconstruída”, declarou.
O ministro deve deixar o cargo até o início de abril para retornar ao Senado pelo PSD de Mato Grosso. Ao fazer um balanço da gestão, afirmou que a resistência do setor diminuiu ao longo do tempo. “A resistência diminuiu. Nada resiste ao trabalho”, disse, ao comentar as políticas públicas adotadas pelo governo.
Para Fávaro, o agronegócio não precisa temer um eventual quarto mandato de Lula. “O setor não precisa ter receio de um quarto mandato do presidente Lula, porque ele vai estar ao lado do setor”, afirmou.
Ele sustenta que uma de suas missões à frente da pasta foi reduzir a desconfiança inicial. “Fazia parte da missão desmistificar que o presidente Lula faria mal ao agronegócio brasileiro ou que seria um governo de incertezas e perseguição, o que não se concretizou”, declarou.
Entre os pontos que considera avanços, citou políticas como financiamento para armazéns e biocombustíveis, ampliação dos Planos Safra e abertura de mercados internacionais. “Mostrou-se, mais uma vez, um governo ao lado do produtor, que investiu em biocombustíveis, que fez Planos Safras sucessivamente maiores, que abriu mercados”, afirmou.
Legado e sucessão