Agentes da Polícia Militar Ambiental (PMA) divulgaram hoje (8) o balanço de 2025 e mostrou que a pressão sobre crimes ambientais na Bacia do Rio Paraguai, que abrange o Pantanal sul-mato-grossense, foi intensa ao longo do ano. No período, a unidade aplicou R$ 12,6 milhões em multas por infrações como desmatamento, pesca irregular e outras práticas que causam dano à natureza. Ao todo foram lavrados 445 autos de infração ambiental, sendo 59 durante grandes operações planejadas.

Além da repressão, a PMA reforçou a presença em comunidades ribeirinhas, áreas rurais e pontos turísticos. As equipes realizaram 6.792 abordagens a pessoas e 3.868 a veículos, em estradas vicinais, rodovias e acessos a áreas sensíveis da Bacia do Rio Paraguai. Nos rios e áreas alagadas, foram 488 abordagens a embarcações, dentro de um patrulhamento fluvial que percorreu 4.110 km . No patrulhamento terrestre, as viaturas rodaram 43.370 km, fortalecendo o controle em regiões urbanas, rurais e de difícil acesso.
A fiscalização contou ainda com 620 barreiras e bloqueios, que ajudaram a coibir o transporte irregular de madeira, pescado e outros produtos de origem ambiental. Só na pesca, foram vistoriados 31.310 kg de pescado ao longo do ano, com 1.528,60 kg apreendidos por irregularidades, o que, segundo o batalhão, contribui para preservar os estoques pesqueiros que sustentam famílias ribeirinhas e a economia local. Também foram atendidas 721 denúncias ambientais, mostrando que a população tem colaborado cada vez mais com as ações de controle.
O trabalho educativo também entrou na conta, em 2025, o 1º BPMA promoveu 115 ações de educação ambiental em escolas, comunidades e grupos organizados, com palestras e orientações sobre uso responsável dos recursos naturais.
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