{"id":46305,"date":"2026-10-05T19:34:48","date_gmt":"2026-10-05T23:34:48","guid":{"rendered":"https:\/\/rionegronews.net\/inicio\/?p=46305"},"modified":"2026-10-05T19:41:57","modified_gmt":"2026-10-05T23:41:57","slug":"eleitores-do-ms-aposentam-velhos-nomes-nas-urnas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rionegronews.net\/inicio\/eleitores-do-ms-aposentam-velhos-nomes-nas-urnas\/","title":{"rendered":"Eleitores do MS aposentam velhos nomes nas urnas"},"content":{"rendered":"<p>As urnas deste \u00faltimo domingo (4) n\u00e3o significaram apenas a chegada de novos nomes e a perman\u00eancia de lideran\u00e7as tradicionais no poder em Mato Grosso do Sul. O resultado das Elei\u00e7\u00f5es 2026 tamb\u00e9m imp\u00f4s derrotas a pol\u00edticos conhecidos h\u00e1 d\u00e9cadas pelo eleitorado sul-mato-grossense e que buscavam ampliar, recuperar ou preservar espa\u00e7o na vida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Entre os nomes que ficaram fora dos cargos disputados est\u00e3o o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PV), o ex-deputado estadual Maur\u00edcio Picarelli (PRD), o ex-secret\u00e1rio estadual e ex-deputado Eduardo Rocha (PSDB)\u00a0e os deputados federais Geraldo Resende (Uni\u00e3o Brasil)\u00a0e Dr. Luiz Ovando (PP).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m entra nesse grupo o ex-senador Delc\u00eddio do Amaral (PRD), que tentou retornar ao primeiro plano da pol\u00edtica estadual concorrendo ao Governo de Mato Grosso do Sul, mas terminou distante dos primeiros colocados.<\/p>\n<p>S\u00e3o trajet\u00f3rias diferentes, mas que t\u00eam um ponto em comum: todos chegaram \u00e0s urnas de 2026 carregando um hist\u00f3rico de participa\u00e7\u00e3o relevante na pol\u00edtica estadual e n\u00e3o conseguiram transformar o peso acumulado ao longo dos anos em vit\u00f3ria eleitoral.<\/p>\n<p><strong>Marquinhos tentou chegar a Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nUm dos nomes de maior proje\u00e7\u00e3o entre os derrotados foi Marquinhos Trad, que concorreu a uma das oito vagas de Mato Grosso do Sul na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>O ex-prefeito recebeu 31.382 votos, equivalentes a 2,21% dos votos v\u00e1lidos para deputado federal, terminou na 14\u00aa posi\u00e7\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o nominal e ficou como suplente.<\/p>\n<p>A derrota interrompe, pelo menos neste momento, o projeto de Marquinhos de retornar a um cargo de maior proje\u00e7\u00e3o estadual e nacional.<\/p>\n<p>Ela, por\u00e9m, n\u00e3o deixa o pol\u00edtico sem mandato. Ele permanece vereador de Campo Grande, cargo para o qual foi eleito em 2024 como o candidato mais votado da Capital.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Marquinhos atravessa diferentes espa\u00e7os da pol\u00edtica sul-mato-grossense. Advogado, iniciou sua carreira eleitoral na C\u00e2mara Municipal, posteriormente cumpriu tr\u00eas mandatos como deputado estadual\u00a0e chegou \u00e0 Prefeitura de Campo Grande, onde foi eleito em 2016 e reeleito em 2020. Deixou o Executivo em 2022 para disputar o Governo do Estado.<\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o estadual daquele ano, n\u00e3o conseguiu chegar ao segundo turno. Dois anos depois, voltou \u00e0s origens ao disputar uma vaga de vereador e conquistou novamente espa\u00e7o na C\u00e2mara Municipal. Em 2026, a tentativa era dar um novo salto, desta vez para Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>As urnas, entretanto, mantiveram Marquinhos no Legislativo municipal.<\/p>\n<p><strong>Picarelli e o peso de oito mandatos<\/strong><br \/>\nSe Marquinhos representa um dos nomes mais conhecidos da pol\u00edtica recente de Campo Grande, Maur\u00edcio Picarelli\u00a0carrega uma das trajet\u00f3rias legislativas mais longevas de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Picarelli ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa durante oito mandatos consecutivos, somando aproximadamente 32 anos no Parlamento estadual. Ele foi eleito pela primeira vez na d\u00e9cada de 1980 e permaneceu na Casa at\u00e9 2019.<\/p>\n<p>Neste ano, tentou chegar \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, mas o resultado ficou muito distante das vota\u00e7\u00f5es que marcaram o auge de sua carreira pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Picarelli recebeu 1.475 votos, ou 0,10% dos v\u00e1lidos para deputado federal, e terminou na 47\u00aa posi\u00e7\u00e3o\u00a0da disputa. N\u00e3o foi eleito.<\/p>\n<p>O desempenho chama aten\u00e7\u00e3o justamente pelo contraste com seu passado eleitoral. Picarelli chegou a ser o deputado estadual mais votado de Mato Grosso do Sul em elei\u00e7\u00f5es anteriores e construiu sua imagem p\u00fablica paralelamente \u00e0 carreira como apresentador de r\u00e1dio e televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2026, no entanto, a popularidade acumulada durante d\u00e9cadas n\u00e3o foi suficiente para recoloc\u00e1-lo em um mandato eletivo.<\/p>\n<p>A derrota prolonga o per\u00edodo de Picarelli fora de cargos conquistados pelo voto, situa\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou ap\u00f3s o fim de seu \u00faltimo mandato na Assembleia, em 2019.<\/p>\n<p><strong>Eduardo Rocha tentou voltar \u00e0 Assembleia<\/strong><br \/>\nOutro nome conhecido que n\u00e3o conseguiu retornar ao Legislativo estadual foi Eduardo Rocha. Ex-deputado estadual por tr\u00eas mandatos, Rocha tamb\u00e9m ocupou posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas no Governo de Mato Grosso do Sul, entre elas a Secretaria de Governo durante a administra\u00e7\u00e3o de Reinaldo Azambuja e, posteriormente, a Casa Civil.<\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o deste domingo, concorreu novamente a deputado estadual pelo PSDB. Recebeu 15.782 votos, equivalentes a 1,11% dos v\u00e1lidos, terminou na 33\u00aa coloca\u00e7\u00e3o\u00a0e ficou na condi\u00e7\u00e3o de suplente.<\/p>\n<p>A tentativa de retorno \u00e0 Assembleia ocorreu depois de anos de atua\u00e7\u00e3o tanto no Legislativo quanto no n\u00facleo pol\u00edtico do Executivo estadual. Rocha apostava justamente nessa experi\u00eancia como uma de suas principais credenciais na campanha.<\/p>\n<p>O resultado, por\u00e9m, mostrou que o hist\u00f3rico de tr\u00eas mandatos e a passagem por secretarias importantes n\u00e3o foram suficientes para coloc\u00e1-lo entre os 24 eleitos para a pr\u00f3xima legislatura.<\/p>\n<p>Dois deputados federais perdem a cadeira<br \/>\nAs urnas tamb\u00e9m produziram baixas entre parlamentares que atualmente representam Mato Grosso do Sul em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Dr. Luiz Ovando e Geraldo Resende, ambos candidatos \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram permanecer entre os oito deputados federais escolhidos pelo eleitorado sul-mato-grossense.<\/p>\n<p>Ovando recebeu 34.679 votos, enquanto Geraldo Resende terminou com 31.714 votos. Apesar das vota\u00e7\u00f5es superiores \u00e0s registradas por Marquinhos Trad, nenhum dos dois obteve cadeira na distribui\u00e7\u00e3o das vagas da C\u00e2mara Federal.<\/p>\n<p>No caso de Ovando, a derrota encerra uma sequ\u00eancia iniciada em 2018, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez. Ele conseguiu renovar o mandato em 2022, mas n\u00e3o repetiu o resultado quatro anos depois.<\/p>\n<p>Geraldo Resende, por sua vez, \u00e9 um dos pol\u00edticos com maior tempo de atua\u00e7\u00e3o federal entre os nomes derrotados neste ano.<\/p>\n<p>Antes de chegar \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, passou pela C\u00e2mara Municipal de Dourados, Assembleia Legislativa e Secretaria Estadual de Sa\u00fade. Ao longo da carreira, acumulou 16 anos de mandatos como deputado federal\u00a0e tamb\u00e9m comandou a Sa\u00fade estadual em diferentes per\u00edodos.<\/p>\n<p>A partir de 2027, portanto, a bancada sul-mato-grossense em Bras\u00edlia ter\u00e1 renova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m provocada pela sa\u00edda de dois parlamentares que atualmente ocupam cadeiras.<\/p>\n<p><strong>Delc\u00eddio tem vota\u00e7\u00e3o distante dos l\u00edderes<\/strong><br \/>\nA lista de figuras tradicionais que n\u00e3o tiveram sucesso nas urnas chega tamb\u00e9m \u00e0 disputa pelo cargo mais importante do Estado.<\/p>\n<p>Ex-senador e personagem de destaque da pol\u00edtica sul-mato-grossense durante anos, Delc\u00eddio do Amaral\u00a0tentou voltar ao protagonismo concorrendo ao Governo pelo PRD.<\/p>\n<p>Terminou, contudo, apenas na quarta coloca\u00e7\u00e3o, com 14.431 votos, equivalentes a 1,06% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>O resultado ficou distante do governador reeleito Eduardo Riedel (PP), que resolveu a elei\u00e7\u00e3o no primeiro turno, e tamb\u00e9m de F\u00e1bio Trad (PT) e Jo\u00e3o Henrique Catan (Novo), segundo e terceiro colocados, respectivamente.<\/p>\n<p>Para Delc\u00eddio, a vota\u00e7\u00e3o de 2026 tamb\u00e9m contrasta com o espa\u00e7o que ocupou no passado. O pol\u00edtico j\u00e1 representou Mato Grosso do Sul no Senado e disputou anteriormente o pr\u00f3prio Governo do Estado.<\/p>\n<p><strong>Urnas redesenham espa\u00e7o dos veteranos<\/strong><br \/>\nAs derrotas n\u00e3o significam necessariamente o fim das carreiras pol\u00edticas desses nomes. Marquinhos Trad, por exemplo, segue com mandato na C\u00e2mara Municipal de Campo Grande, enquanto outros derrotados podem permanecer em posi\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias, assumir supl\u00eancias ou voltar \u00e0s urnas nos pr\u00f3ximos pleitos.<\/p>\n<p>O resultado, no entanto, revela uma das faces das Elei\u00e7\u00f5es 2026 em Mato Grosso do Sul: o reconhecimento acumulado durante anos ou mesmo d\u00e9cadas de vida p\u00fablica n\u00e3o garantiu passagem autom\u00e1tica para um novo mandato.<\/p>\n<p>Enquanto nomes como Zeca do PT, Andr\u00e9 Puccinelli, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel mostraram for\u00e7a para continuar ocupando espa\u00e7os de poder, outros personagens conhecidos encontraram nas urnas uma barreira para os projetos apresentados neste ano.<\/p>\n<p>Entre oito mandatos estaduais de Picarelli, dois per\u00edodos de Marquinhos Trad na Prefeitura de Campo Grande, tr\u00eas legislaturas de Eduardo Rocha na Assembleia e anos de Geraldo Resende e Luiz Ovando em Bras\u00edlia, a elei\u00e7\u00e3o deste domingo deixou um recado que atravessa gera\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica sul-mato-grossense: trajet\u00f3ria e lembran\u00e7a do eleitor ajudam a chegar competitivo \u00e0 disputa, mas n\u00e3o s\u00e3o suficientes, por si s\u00f3, para garantir uma cadeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ce<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As urnas deste \u00faltimo domingo (4) n\u00e3o significaram apenas a chegada de novos nomes e a perman\u00eancia de lideran\u00e7as tradicionais no poder em Mato Grosso do Sul. 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