{"id":46507,"date":"2026-10-14T05:11:33","date_gmt":"2026-10-14T09:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/rionegronews.net\/inicio\/?p=46507"},"modified":"2026-10-14T05:11:33","modified_gmt":"2026-10-14T09:11:33","slug":"vacina-brasileira-contra-malaria-recebe-aval-para-testes-em-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rionegronews.net\/inicio\/vacina-brasileira-contra-malaria-recebe-aval-para-testes-em-humanos\/","title":{"rendered":"Vacina brasileira contra mal\u00e1ria recebe aval para testes em humanos"},"content":{"rendered":"<p>A Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) autorizou o in\u00edcio dos testes em humanos da primeira vacina desenvolvida no Brasil contra a mal\u00e1ria. O imunizante, chamado Vivaxin, ser\u00e1 aplicado inicialmente em 48 volunt\u00e1rios para avaliar sua seguran\u00e7a e a capacidade de estimular a resposta do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o na quarta-feira (7), mas divulgada pela ag\u00eancia nesta ter\u00e7a-feira (13). A vacina \u00e9 desenvolvida pelo CTVacinas (Centro de Tecnologia de Vacinas), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), com apoio do governo federal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vejaaquims.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/598b10215eb9ca9304d29812f29bcdaefb88aec4-1024x613.webp\" \/><\/p>\n<p>Nesta primeira etapa, os pesquisadores v\u00e3o acompanhar poss\u00edveis rea\u00e7\u00f5es nos primeiros 14 e 28 dias ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de monitorar os participantes durante todo o estudo. A pesquisa ser\u00e1 realizada com adultos saud\u00e1veis, de 18 a 59 anos, que nunca tiveram mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os testes ser\u00e3o conduzidos pelo Centro de Pesquisas Cl\u00ednicas do Hospital das Cl\u00ednicas da UFMG, respons\u00e1vel pelo recrutamento dos volunt\u00e1rios. O estudo ser\u00e1 duplo-cego e controlado por placebo, modelo em que nem os participantes, nem os pesquisadores respons\u00e1veis pela avalia\u00e7\u00e3o sabem quem recebeu a vacina ou a subst\u00e2ncia sem efeito imunizante.<\/p>\n<p>Se os resultados forem positivos, a Vivaxin poder\u00e1 avan\u00e7ar para as fases 2 e 3, que envolvem novos testes para avaliar a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia do produto em grupos maiores. Somente depois dessas etapas poder\u00e1 ser solicitado o registro \u00e0 Anvisa para eventual utiliza\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como funciona a vacina<\/h2>\n<p>A Vivaxin utiliza uma prote\u00edna produzida em laborat\u00f3rio para estimular o sistema imunol\u00f3gico a reconhecer o parasita causador da mal\u00e1ria. A f\u00f3rmula tamb\u00e9m cont\u00e9m uma subst\u00e2ncia que potencializa a resposta imunol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O imunizante foi desenvolvido para combater o Plasmodium vivax, uma das esp\u00e9cies de parasitas respons\u00e1veis pela doen\u00e7a. A transmiss\u00e3o ocorre pela picada de mosquitos infectados do g\u00eanero Anopheles.<\/p>\n<p>Segundo a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade), foram estimados 9,9 milh\u00f5es de casos de mal\u00e1ria causados pelo P. vivax no mundo em 2024. Nas Am\u00e9ricas, essa esp\u00e9cie respondeu por 63,1% dos casos estimados da doen\u00e7a naquele ano. No Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade registrou 118.037 casos de mal\u00e1ria contra\u00eddos no territ\u00f3rio nacional em 2025.<\/p>\n<p>A vacina brasileira ainda est\u00e1 em fase experimental e n\u00e3o tem previs\u00e3o de disponibilidade para a popula\u00e7\u00e3o. A autoriza\u00e7\u00e3o da Anvisa permite apenas o in\u00edcio dos estudos cl\u00ednicos, sem representar aprova\u00e7\u00e3o para comercializa\u00e7\u00e3o ou uso em larga escala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>anvisa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) autorizou o in\u00edcio dos testes em humanos da primeira vacina desenvolvida no Brasil contra a mal\u00e1ria. 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