Depois das chuvas que deixaram áreas alagadas e levaram o município de Rio Negro, a 144 quilômetros de Campo Grande, a decretar situação de emergência, uma nova medida busca ajudar moradores a reorganizar a vida. A Caixa Econômica Federal vai liberar o chamado saque calamidade do FGTS, que permite retirar parte do saldo do fundo para enfrentar despesas causadas pelos estragos.
A liberação começa neste próximo sábado (14) e permitirá que trabalhadores que vivem em áreas reconhecidas pela Defesa Civil como afetadas solicitem o saque de até R$ 6.220 por conta do FGTS, limitado ao saldo disponível.
A solicitação não exige ida ao banco. Todo o processo pode ser feito pelo aplicativo FGTS, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. Pelo próprio aplicativo, o trabalhador informa os dados, envia documentos e escolhe a conta em que deseja receber o valor. O depósito pode ser feito em conta da Caixa, inclusive no Caixa Tem, ou em conta de outro banco, sem cobrança de tarifas.
Para pedir o benefício, é preciso cumprir alguns requisitos: morar em uma área afetada pela enchente reconhecida pela Defesa Civil, ter saldo disponível no FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. O prazo para solicitar o saque vai até 11 de junho de 2026.
Durante o processo no aplicativo, o trabalhador deve anexar documento de identificação com foto, como RG, CNH ou passaporte, além de um comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade. Também é necessário enviar uma selfie segurando o documento e preencher uma declaração com dados pessoais e endereço.
Caso o comprovante esteja em nome do cônjuge ou companheiro, é possível apresentar certidão de casamento ou declaração de união estável. A Caixa analisa a documentação enviada e, se tudo estiver correto, realiza o depósito diretamente na conta indicada.
O saque calamidade é um mecanismo previsto para situações em que cidades são atingidas por desastres naturais ou eventos climáticos severos. Nesses casos, trabalhadores podem utilizar parte dos recursos do FGTS para cobrir despesas emergenciais enquanto a rotina da cidade começa a voltar ao normal.
cef
