Deputado eleito, Odilon Riberia defende investimentos na região pantaneira

O deputado estadual eleito Odilon Ribeiro (PL) pretende colocar o desenvolvimento econômico do Pantanal entre as prioridades de seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), a partir de 2027. Ex-prefeito de Aquidauana, ele defende investimentos em turismo, infraestrutura e saneamento básico, além da revisão de exigências burocráticas e ambientais que, em sua avaliação, dificultam a instalação de empreendimentos na região.

As propostas foram apresentadas durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital FM, em Campo Grande. Odilon afirmou que municípios pantaneiros e do Sudoeste, como Aquidauana, Miranda, Corumbá e Porto Murtinho, precisam de maior atenção do poder público para ampliar as oportunidades de emprego e renda.

O parlamentar eleito considera que a região possui potencial econômico ainda pouco aproveitado, especialmente em atividades relacionadas ao turismo de natureza, à prestação de serviços e à iniciativa privada.

“Sou um deputado da região pantaneira, de Aquidauana, do Sudoeste, e quero chamar a atenção do governo, da gestão estadual e da própria Assembleia para a minha região, que está um pouco atrasada, mas nós queremos mudar isso”, declarou.

Morro do Paxixi está entre os projetos defendidos

Um dos principais pontos abordados por Odilon foi o potencial turístico dos distritos de Camisão, Palmeiras e Piraputanga, localizados na região de Aquidauana, a aproximadamente 100 quilômetros de Campo Grande.

Segundo ele, as localidades apresentam condições para ampliar atividades ligadas ao turismo de aventura, à observação de aves, à pesca e às manifestações religiosas.

Entre as melhorias defendidas está a implantação de uma ciclovia, projeto que, conforme o deputado eleito, é aguardado há anos.

Odilon também mencionou propostas para o Morro do Paxixi, um dos pontos turísticos da região.

Durante sua gestão como prefeito de Aquidauana, a administração municipal adquiriu uma área de 49 hectares para estudar possibilidades de aproveitamento turístico, incluindo eventual parceria público-privada.

Entre as alternativas citadas estão a construção de um mirante e a instalação de um teleférico, empreendimentos que dependeriam de estudos técnicos, viabilidade financeira e autorizações ambientais.

“O turismo de esporte, a observação de pássaros, o caiaque, a boia-cross, a pescaria e o turismo católico vão crescer muito ali”, afirmou.

Apesar das possibilidades apresentadas, não foram informados prazos, valores de investimento ou projetos executivos para a implantação das estruturas mencionadas.

Saneamento de Aquidauana também é alvo de cobrança

Outro tema levantado pelo deputado eleito foi a cobertura dos serviços de coleta e tratamento de esgoto em Aquidauana.

Odilon cobrou investimentos da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e questionou o ritmo de ampliação da infraestrutura sanitária no município.

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“Está na hora de a Sanesul cumprir a sua parte. Ela arrecada bem. Por que a gente só tem 30% de esgoto tratado em Aquidauana, com 134 anos de vida?”, questionou.

O percentual de 30% foi citado pelo parlamentar durante a entrevista, mas não veio acompanhado de dados técnicos atualizados que permitam confirmar a cobertura efetiva do serviço.

A ampliação da rede de esgotamento sanitário é uma das demandas de infraestrutura da região e envolve investimentos em coleta, transporte e tratamento dos efluentes.

A cobrança feita por Odilon também deverá ser confrontada com os indicadores oficiais de atendimento e os investimentos previstos pela concessionária.

Deputado critica o que considera excesso de burocracia ambiental

Ao abordar as dificuldades para atrair investimentos, Odilon afirmou que a legislação ambiental e os procedimentos administrativos precisam ser discutidos para evitar, segundo sua avaliação, obstáculos desproporcionais à atividade econômica.

O deputado eleito ressaltou que não se opõe à preservação do Pantanal, mas considera necessário encontrar mecanismos que permitam conciliar a proteção dos recursos naturais com a geração de empregos e renda.

“Não sou contra a questão ambiental, pelo amor de Deus, sou apaixonado pelo Pantanal, sou pantaneiro, minha família está há 200 anos em Aquidauana. Mas não se pode condenar um povo ao atraso em detrimento de uma legislação atrasada, absurda e desproporcional”, declarou.

A crítica reflete o posicionamento político de Odilon. A entrevista não apresentou uma relação específica de normas ambientais que ele pretende alterar ou de empreendimentos que teriam sido impedidos de avançar por essas exigências.

O Pantanal possui características ambientais que exigem cuidados específicos na implantação de obras e atividades econômicas. Projetos turísticos e de infraestrutura precisam observar a legislação aplicável, inclusive quanto à proteção da vegetação, dos recursos hídricos e da fauna.

Iniciativa privada deve ter papel central, afirma Odilon

Odilon também defendeu um modelo de desenvolvimento com maior participação de empresas privadas e atuação do poder público na melhoria das condições para novos investimentos.

Na avaliação dele, o Estado deve concentrar esforços na infraestrutura e na redução de entraves administrativos, permitindo que empresários ampliem suas atividades.

“O Estado precisa ser justo, leve e deixar o empresário trabalhar. Acredito muito que o crescimento só vem através da iniciativa privada e que o Estado é apenas uma ferramenta de facilitação desses investimentos”, afirmou.

O posicionamento integra a agenda econômica que o deputado eleito pretende defender na Assembleia Legislativa.

Natural de Aquidauana, Odilon Ribeiro é produtor rural pantaneiro e administrou o município durante oito anos. Eleito deputado estadual pelo PL, assumirá o mandato em 2027.

As propostas apresentadas na entrevista ainda dependem de encaminhamentos concretos, definição de recursos e, conforme o caso, aprovação legislativa e licenciamento.

A discussão sobre o desenvolvimento do Pantanal envolve tanto a necessidade de ampliar a infraestrutura e as oportunidades econômicas quanto a preservação de um dos principais biomas brasileiros, especialmente diante das exigências ambientais aplicáveis à região.

 

 

ass.com

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