Tarcísio diz que resultado das urnas deve ser respeitado após declaração de Flávio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quarta-feira (28) que o resultado da eleição presidencial deve ser respeitado e que o momento agora é de seguir em frente. A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) divulgar uma carta em que contestou a derrota e, em uma das versões do documento, apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil.

Tarcísio disse compreender a indignação de Flávio com o resultado, mas afirmou que a disputa eleitoral terminou e que a atuação política deve continuar dentro das regras democráticas.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou.

Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado no domingo (25). Conforme os números apresentados no material, Lula terminou a disputa com 51,78% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL recebeu 48,22%, uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Tarcísio defende oposição dentro das instituições

Na carta divulgada após deixar o Brasil, Flávio classificou o resultado eleitoral como fraude, sem apresentar provas. Ele também questionou a prorrogação do horário de votação definida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, após pedidos apresentados pelas duas chapas que disputavam o segundo turno.

Diante da movimentação política após a eleição, Tarcísio defendeu que a oposição exerça seu papel respeitando as instituições e o processo democrático.

“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel”, afirmou.

Segundo o governador, a atuação dentro das instituições é necessária para preservar o sistema de freios e contrapesos e o funcionamento da democracia.

“É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, completou.

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