‘Temos absoluta segurança do processo eleitoral’, diz presidente do TSE

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kássio Nunes Marques, se pronunciou após o fim da apuração das Eleições 2026 e afirmou ter “absoluta segurança do processo eleitoral”.

Aos jornalistas, Nunes Marques esclareceu o que circulou nas redes sociais a respeito de uma possível demora após decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, para prorrogar em 2h a votação. “Inicialmente, assim que recebi, busquei informações técnicas com o TRE da Bahia, com as respectivas prefeituras e equipes técnicas do TSE, apesar de não haver normativo que autorize qualquer prorrogação. Nunca na história do TSE houve qualquer prorrogação”, comentou.

Apesar disso, ressaltou não tratar-se de crítica ao Judiciário: “Registro que essas palavras não se endereçam como crítica à decisão judicial, mas a indagações que circulam nas redes sociais sobre o porquê de eu ter demorado para proferir uma decisão”, explicou.

Um dos pontos centrais do detalhamento técnico envolveu a emissão de ordens judiciais próximo ao horário limite das 17h, momento em que milhares de urnas eletrônicas pelo país já haviam encerrado automaticamente o recebimento de votos e travado a sua programação.

Para preservar a imparcialidade do processo e a inviolabilidade dos dados, a área técnica do tribunal precisou implementar um bloqueio emergencial no fluxo dos Boletins de Urna, explicou o presidente do TSE.

“O bloqueio impediu temporariamente que qualquer servidor ou membro da Justiça Eleitoral tivesse acesso ao conteúdo dos boletins antes da liberação oficial”, disse o ministro.

Ao contornar as dificuldades de última hora, a presidência fez um agradecimento público ao corpo funcional e técnico da Justiça Eleitoral e dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). “Estamos felizes e orgulhosos da equipe técnica que evitou eventuais problemas. […] Tudo foi inusitado; no entanto, como os senhores já percebem, graças ao esforço administrativo do tribunal e da equipe técnica, não houve problema.”

A avaliação final do órgão ressaltou que a Justiça Eleitoral cumpriu estritamente os termos de todas as ordens deferidas, sem qualquer alteração na substância das regras eleitorais, assegurando que o resultado das urnas refletisse com absoluta fidelidade a vontade do eleitorado brasileiro.

 

 

 

tse

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