O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) marcou para o dia 21 de outubro o reprocessamento dos votos da eleição do último dia 4.
A retotalização ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral determinar a anulação dos 16.884 votos recebidos por Jerson Domingos (União).
Jerson teve a candidatura a deputado estadual barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, por conta de um processo onde é investigado.
O TRE alega que pode ter mudança na composição das cadeiras, mas a reportagem fez as contas e descobriu que não deve ter mudança.
A única mudança que ocorre nas suplências. Dione Hashioka (União) se torna a segunda suplente, atrás do ex-secretário Marcelo Miranda (PP), primeiro suplente, com 23.112 votos.

O caso
A procuradoria solicitou a impugnação do registro de candidatura de Jerson por conta de denúncias do Gaeco contra o ex-presidente da Assembleia e do Tribunal de Contas por dois processos onde ele é réu. Na primeira, referente à segunda fase da Omertà, ele é acusado de “embaraçar investigação de organização criminosa”.
Na segunda, ligada à terceira fase (Operação Armagedon), responde por integrar organização criminosa armada e por tráfico de armas de fogo. Em abril de 2024, a 1ª Vara Criminal de Campo Grande desmembrou os dois processos em relação a ele e remeteu cópias ao STJ, por entender que conselheiros de tribunais de contas têm as mesmas prerrogativas de foro que magistrados. A ação tramita hoje na Corte Especial do STJ, sob relatoria do ministro Luis Felipe Salomão.
A denúncia atribui a ele o papel de “consiglieri” de Jamil Name e sustenta que sua posição no grupo não decorria do parentesco, mas da capacidade de resolver conflitos que pudessem atrapalhar os negócios da organização.
