Governador Tarcísio admite disputar Presidência em 2030

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030. Reeleito para um segundo mandato, ele afirmou que uma candidatura nacional poderá entrar no horizonte caso encerre bem sua gestão no Estado, mas ponderou que uma decisão desse porte não seria tomada de forma individual.

Questionado sobre os próximos passos políticos, Tarcísio disse que sua prioridade é cumprir os compromissos assumidos com os paulistas, ampliar entregas e concluir projetos em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Segundo o governador, somente depois desse período será possível discutir uma eventual candidatura presidencial.

“Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, afirmou.

Governador cobra ajuste fiscal do governo Lula

Na entrevista, Tarcísio também direcionou críticas à política econômica federal e defendeu que o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva faça um ajuste nas contas públicas. Para ele, o País corre risco de enfrentar dificuldades maiores caso o crescimento das despesas não seja contido.

O governador defendeu medidas como desinvestimento, redução do endividamento e desindexação de despesas, argumentando que o controle fiscal poderia abrir espaço para juros menores e novos investimentos. Ele também criticou o nível atual das taxas de juros e relacionou parte da pressão econômica ao comportamento dos gastos públicos.

Reforma do orçamento entra na pauta

Outro ponto defendido por Tarcísio foi uma ampla reforma orçamentária. Segundo ele, o excesso de receitas vinculadas reduz progressivamente a margem do governo federal para decidir onde aplicar os recursos, comprometendo investimentos considerados estruturantes.

O governador afirmou que, se estivesse à frente do governo federal, buscaria ampliar a desvinculação de receitas para dar mais liberdade à distribuição do orçamento. Ele citou saúde, educação e assistência social entre as áreas que deveriam ser consideradas de forma conjunta na definição das prioridades.

Ao ser questionado especificamente sobre uma eventual desindexação das aposentadorias em relação ao salário mínimo, Tarcísio afirmou que o tema “é uma coisa para ser estudada”.

 

 

ae

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