Médico cobra R$ 530 mil de filho de Urandir por golpe vinculado a Associação Dakila

Médico de São Paulo ingressou com uma ação de cobrança e danos morais contra a Florim Serviços Financeiros, pertencente a Alan Fernandes de Oliveira, filho de Urandir Fernandes da Associação Dakila e Gabriela Pache Silva. Ele alega prejuízo financeiro e cobra R$ 532 mil da dupla, sendo R$ 50 mil de danos morais, por investimento feito em 2024 sem o retorno prometido.

O médico Renato Augusto Basso Alves integrava a Associação Dakila, quando foi convidado a um investimento que prometia 6% de rendimento ao mês, em março de 2024. Ele aceitou a proposta da Florim e enviou R$ 756 mil à empresa, que parou de pagar os rendimentos após seis meses e sumiu. Sem acordo informal, ele cobra na justiça o dinheiro que investiu.

A empresa do filho de Urandir prometia pagamento de R$ 1.572.480 ao investidor, divididos em 18 parcelas de R$ 45,6 mil. A garantia do negócio eram três lotes do Cinturão de Zigurats e o médico fez o investimento, pois conhecia e confiava no presidente da Dakila, segundo os autos. Mas após seis meses, os repasses deixaram de ser pagos e começaram os problemas.

Conforme a petição na justiça, em dezembro de 2024, Renato enviou quatro mensagens diretamente a Urandir, explicando a situação e pedindo um retorno, que não chegou. “Na carta de 24 de dezembro afirmou que em hipótese alguma teria aceitado acordo daquela monta fora de um grupo no qual depositava sua confiança e sua esperança. Nenhuma das cartas foi respondida”, diz a defesa.

Sem resposta, em maio de 2025 enviou uma notificação extrajudicial. O médico pede R$ 482,4 mil de volta, o que falta para recuperar o investimento que fez em 2024.

“A proposta não chegou ao autor pelo mercado. Chegou pela família do dirigente da comunidade em que ele depositava, nas suas próprias palavras, confiança e esperança; foi intermediada por agente da mesma comunidade; foi garantida com a terra da mesma comunidade. O autor não avaliou um investimento. Atendeu a quem, no seu universo de referência, não se recusa”.

A ação corre na 13ª Vara Cível da Comarca de Campo Grande e a tutela de urgência foi negada. A Associação Dakila foi procurada via assessoria de imprensa, mas disse que só se manifestará judicialmente.

 

 

 

ojc

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